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Defasagem de frete diminui a margem de lucro de pequenas empresas e de autônomos

Defasagem de frete diminui a margem de lucro de pequenas e de autônomos

Com dificuldade de repassar preços, transportadoras aumentam a terceirização, cortam despesas e diminuem investimentos. Custo no ano depende da economia do País e do valor do diesel

São Paulo – A desaceleração industrial somada à instabilidade econômica e à dificuldade de repasse de preço elevou a defasagem do frete para 12,9% em janeiro. Com isso, as margens das transportadoras, especialmente das pequenas, ficaram comprometidas. Para reduzir custo, a terceirização para autônomos tem crescido.

Em 2015, a Pesquisa Mensal de Serviços (PME) do IBGE teve a primeira queda da série histórica, alavancada, sobretudo, pelo transporte terrestre que caiu 10,4%. Como se não bastasse a diminuição do volume de carga, o custo operacional continua superando o valor do frete. Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), divulgada em janeiro, mostram que a defasagem do frete é de 12,9%. De acordo com o diretor técnico da entidade, Neuto Gonçalves dos Reis, um dos motivos é o aumento do Índice Nacional do Custo do Transporte de carga de 9,46% para fracionada e de 9,01% para lotação.

Segundo Reis, para evitar o prejuízo, muitas transportadoras têm adiado a renovação de frota e racionalizado os custos. A tendência, para ele, é produzir mais com o mesmo caminhão. “Em vez de um turno, fazem três por sistema de ponte rodoviária.” No entanto, ele aponta que isso pode trazer queda no nível de serviço uma vez que o caminhão pode apresentar problemas e comprometer o prazo da entrega. A expectativa é que o custo operacional para os próximos meses se mantenha em patamares similares aos de 2015. “Pode ficar entre 9% e 10% se o preço do diesel sossegar”, ressalta.

Pequenas

Para Reis, o impacto da defasagem ocorre em todo o mercado, mas para transportadoras menores e caminhoneiros autônomos a dificuldade de reduzir custos é maior. “As pequenas sem boa administração devem sofrer mais, porque as grandes têm administração racional e controlam melhor os custos”, comenta.

Uma estratégia utilizada é a busca por novos nichos. “Um exemplo é o caminhão frigorífico carregando carga seca. Todos entram no segmento de todos”, diz o especialista. Outra ação vista por Reis é o repasse da carga. “Terceirizam o próprio serviço. Isso não pode ser feito, mas acaba sendo uma prática usual”. Para ele, a ação é saída, mas pode ter consequências. “A frota do autônomo pode ser mais velha e o veículo é menor”, ressalta.

Um estudo recente feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) reforça isso e indica que a frota brasileira tem, em média, 13,9 anos. Enquanto o índice para veículos de transportadoras é de 7,5 anos, o de autônomos chega em torno de 16 anos.

Custo diário

Segundo o diretor de marketing da Sontra Cargo, Bruno Moreira, a capacidade de redução de custo de autônomos é menor – restrito a manutenção e refinanciamento de veículo – e isso tem feito com que os transportadores economizem com gastos na estrada.

De acordo com ele, os caminhoneiros estão observando melhor o custo de peças de manutenção e combustível, além de realizar outras ações como dormir no caminhão, ir a postos com estacionamento gratuito, fazer alimentação em conjunto com outros na cozinha do veículo (mesmo com defasagem no subsídio).

“Já as transportadoras têm cortado investimentos em novos ativos”, indica Moreira. Para ele, as empresas estão com medo de entrar em um financiamento para atender clientes específicos que podem não ter carga posteriormente. Além disso, Moreira tem observado uma seleção mais forte de operações rentáveis, aumento de parcerias entre transportadoras e o aumento da contratação de terceiros. “Muitos têm 20% ou 30% da frota parada.”

Na contramão, a JadLog ainda não sentiu queda da demanda. Pelo contrário, o diretor comercial da companhia, Ronan Hudson, aponta que tem sido uma boa oportunidade de aumentar o número de clientes. “Temos observado um grande interesse de empresas potenciais clientes em conhecer novos fornecedores, para tentar uma melhoria de custos e de serviços”, ressaltou.

Segundo ele, como saída para reduzir custos a empresa realizou investimentos em tecnologia para ganhar produtividade em escala, além de revisar processos internos.

Vivian Ito

Fonte: Jornal DCI – Online

Entenda o aumento de custo logístico do Brasil

Cresce custo logístico no Brasil

Aumento de Custo no Brasil

É o que aponta a pesquisa elaborada pela FDC (Fundação Dom Cabral) do qual o custo logístico consome cerca de 11,7% da receita das empresas. Segundo os dados, o valor cresceu no último ano, impactado principalmente pela alta do preço do diesel, em razão da grande dependência do modal rodoviário no transporte da produção, como também, pela má qualidade da infraestrutura. A pesquisa Custos Logísticos do Brasil consultou 111 empresas brasileiras, cujo faturamento equivale a 17% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Aumento significativo

Entre 2014 e 2015, o custo subiu, em média, 1,8%. Mas houve setores com incremento bem mais significativo, de até 30%. O agronegócio, a alimentação e a auto indústria tiveram elevação de 14%, 9% e 3%, respectivamente.

Centro-Oeste com mais impacto

Entre as regiões, as empresas do Centro-Oeste foram as que tiveram o maior impacto, também de 30%. No Nordeste o aumento chegou a 18% e, no Sudeste, 4%. O coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral e responsável pelo estudo, Paulo Resende explica que se considerar que alguns setores reduziram os custos logísticos por meio da desmobilização, com terceirização e venda de ativos, como caminhões e armazéns, esse resultado é péssimo. Isso porque há perda de competitividade por conta destas medidas.

Destaque para transporte rodoviário de longa distância

As empresas que tiveram o maior aumento são as mais dependentes do transporte rodoviário de longa distância, que é, para 44%, o fator mais representativo na estrutura de custo logístico das companhias. “Nesses casos, teve um item que destruiu a conta das empresas, que foi o aumento do óleo diesel”, diz Resende. Os transportes de produto acabado e de matéria-prima são os que têm os gastos mais altos.

Nos Estados Unidos, principal concorrente do país no exterior, o custo logístico equivale a 8% da receita das empresas.  Além da perda competitividade no mercado internacional, a outra consequência é que os consumidores brasileiros acabam pagando mais caro pelos produtos. “As indústrias têm de repassar esses custos extras – ligados ao Custo Brasil – para o consumidor final. Se ela consegue, o resultado é inflação, o consumidor acessando produtos com preço maior”, explica o professor.
Infraestrutura: fator importante para reduzir os custo logístico

A grande dependência do modal rodoviário no Brasil e a má qualidade da infraestrutura viária são problemas significativos para as empresas. Ele equivale a 80% dos transportes realizados pelas companhias. Além disso, 40% das empresas consultadas, a melhoria das condições das rodovias é um fator importante para reduzir o custo logístico.

Ainda de acordo com o levantamento da FDC, 69,1% das empresas consultadas consideram as rodovias muito ruins ou ruins. Segundo a pesquisa, a participação da iniciativa privada é vista como crucial para o desenvolvimento dos projetos de infraestrutura no Brasil, com destaque para a concessão rodoviária (77,3% consideram a participação privada bastante ou extremamente necessária). “A lógica é que, embora seja necessário pagar mais pedágio, compensa mais a tarifa do que trafegar em rodovias ruins”, afirma o professor.

Mão de obra

O levantamento aponta, ainda, que a formação de mão de obra tem proporcionado relevantes aumentos não previstos na composição do custo logístico. Para 62,4% das companhias, formar mão de obra tem um impacto muito alto ou alto no aumento extra do dispêndio. De forma geral, a saída encontrada pelas empresas para atenuar o efeito tem sido a terceirização de frota e os serviços logísticos para outros operadores (70%).

Fonte:  Portal O Carreteiro

Empresários querem suspender empréstimos para a compra de caminhões

Empresários do setor de transporte rodoviário de carga discutem a suspensão dos empréstimos para a compra de caminhões no país.

Empresários querem suspender empréstimos para a compra de caminhões. Em reunião com mais de 300 empresários na semana passada, proprietários pediram que a NTC&Logística (maior entidade de empresas de transportadores de carga do país) solicite ao governo a paralisação do financiamento de novos veículos de carga por um prazo determinado.

A medida seria uma forma de evitar uma piora ainda maior do mercado de transporte de cargas em 2016.

Com excesso de caminhões no mercado e redução da quantidade de carga pela recessão da economia (analistas estimam que houve retração de 3,8% do PIB), 2015 teve uma queda generalizada dos preços dos fretes em todos o país, piorando a situação das companhias que transportam produtos de outras empresas.

Na semana passada, o governo anunciou um pacote de medidas para estimular a concessão de R$ 83 bilhões em crédito com o objetivo de reativar a economia.

O nosso setor investiu muito na aquisição de frota, acreditando no crescimento do país. Como a economia caiu e a oferta de transporte aumentou, o efeito agora é o contrário. Quanto maior a oferta, o preço cai”, disse José Hélio Fernandes, presidente da NTC&Logística.

O BNDES tem uma linha de crédito específica para a venda de caminhões que, de 2008 a 2014, ficou com juros subsidiados pelo chamado PSI (Programa de Sustentação de Investimentos). Nesse período, foram emprestados R$ 122 bilhões para a compra de caminhões e ônibus, segundo dados obtidos pela Folha.

Em 2015, o governo acabou com os subsídios nessa linha. Mesmo assim, ela ainda tem juros mais baixos que a média do mercado.

O dinheiro barato deixou como herança um excedente de 200 mil caminhões, segundo estimativa do setor.

Alguns disseram que compraram caminhão que não precisava porque estava barato. O pessoal acreditou na economia crescendo e, dois anos depois, o momento é esse”, disse Fernandes.

DEFASAGEM

Com oferta excessiva, os empresários estão reduzindo preços para se manter no mercado. Os preços mais baixos do transporte deveriam refletir em redução dos preços dos produtos ao consumidor, mas não há evidências de que isso venha ocorrendo.

A NTC apresentou pesquisa semestral sobre os preços de frete mostrando uma defasagem de 13% do preço médio em relação aos custos de transporte.

O presidente da NTC&Logística afirmou que não se tirou uma resolução para pedir a suspensão dos financiamentos porque a maioria dos empresários concluiu que não era necessária.

Segundo ele, dificilmente haverá mais compras nos próximos anos, mesmo com o refinanciamento das dívidas anunciado pelo governo.

Fonte: Folha de São Paulo

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Pesquisa sobre o uso da tecnologia pelos caminhoneiros

Pesquisa sobre o uso da tecnologia pelos caminhoneiros

Para 19,5% dos caminhoneiros internet já é considerada um dos três itens essenciais nos pontos de parada

Levantamento realizado pela Sontra Cargo comprovou que somente alimentação, segurança, higiene e cuidados com o veículo estão à frente de conexão de banda larga, ou seja, tecnologia para os caminhoneiros.

São Paulo, novembro de 2015 – A internet já é fundamental para a grande maioria da população, mas para os caminhoneiros parece uma realidade muito distante, levando-se em conta que passam horas viajando de um ponto ao outro. No entanto, uma pesquisa recente realizada pela Sontra Cargo – aplicativo que conecta caminhões a cargas – (www.sontracargo.com.br)  – sobre o perfil desses profissionais revelou que para 19,5% a internet é uma das três principais necessidades nos pontos de parada, estando abaixo apenas de questões básicas comoalimentação (61,7%), estacionamento (49,9%), segurança (27,1%) e serviços mecânicos (22,3%).

O levantamento também mostrou que a necessidade por internet está relacionada a um crescimento dos smartphones com estes profissionais, onde 71,8% dos caminhoneiros possuem aparelhos próprios com acesso a internet e 62,1% afirmam acessar diariamente a rede. “O uso da internet móvel modificou o jeito como as pessoas se relacionam, consomem e ganham dinheiro atualmente, e com os caminhoneiros não foi diferente. Isso demostra a importância que a internet vem ganhando na categoria e o crescimento do meio, principalmente com planos e pacotes mais acessíveis”, afirma Bruno Moreira, diretor de marketing da Sontra Cargo.

Ainda de acordo com o estudo,  42,1% usam o celular para a busca de cargas, enquanto que 25,8% para interagir nas redes sociais,  24,3% querem acompanhar as notícias e somente 5,4% buscam entretenimento. “A internet proporcionou que na própria região em que foi entregue o produto, o caminhoneiro seja capaz de procurar e negociar um preço justo para voltar com outro frete até a região que saiu, potencializando os ganhos”, esclarece Moreira.

Frequência e meio de acesso a internet

A pesquisa da Sontra Cargo também captou os principais meios eletrônicos de acesso a internet e com que frequência os caminhoneiros os utilizam. Para isso foram usadas as opções: computador; notebook; smartphone; tablet e outros. Após estes apontamento, os profissionais precisavam responder a pergunta “com qual frequência por dia você acessa a internet?”, com quatro opções de resposta: nunca; raramente; eventualmente e frequentemente. “Além de mapearmos como usam a internet e quantos caminhoneiros possuem gadgets, nós também nos aprofundamos em entender com que constância usam e qual o principal meio que acessam”, diz.

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Governo vai lançar programa de renovação de frota, diz Fenabrave

Governo vai lançar programa de renovação de frota, diz Fenabrave

Durante a divulgação do balanço de 2015, na quarta-feira (7), em São Paulo, o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção, disse à imprensa que o governo federal está desenvolvendo um programa de renovação de frota para tirar de circulação caminhões com mais de 30 anos e carros de passeio com mais de 15 anos.

De acordo com Assumpção, o programa já tem nome: Programa Sustentabilidade Veicular e será lançado ainda neste mês.

Ele não deu detalhes. Mas, pela proposta, o dono entregaria o veíclo na rede de concessionária e receberia um bônus para compra de um novo. O caminhão velho vai para reciclagem. Há também a possibilidade de o govenro implantar uma linha de financiamento com juros subsidiados.

É bom lembrar que há mais de 20 anos se discute a necessidade de um programa de renovação de frota no País, mas ele nunca saiu do papel.

Fonte: Site da Revista Carga Pesada

Exame toxicológico está suspenso em SP

Exame toxicológico está suspenso em SP

Por entender que não há laboratórios credenciados suficientes para realizarem exames toxicológicos com larga janela de detecção e que isso poderia inviabilizar a renovação de carteiras de habilitação (CNHs), a Justiça Federal de São Paulo suspendeu a exigência deste exame para os motorista profissionais. A decisão é liminar (pode ser derrubada a qualquer momento), só vale para o Estado de São Paulo e foi uma solicitação do Detran paulista.

O objetivo do exame, previsto na lei 13.103 (Lei do Caminhoneiro) é identificar se até 90 dias antes da coleta o profissional usou drogas como maconha, cocaína, crack, anfetaminas e metanfetaminas. Além disso, os testes identificarão consumo de fármacos como codeína e morfina, que são analgésicos, e até remédios utilizados no tratamento contra obesidade feitos à base de anfetaminas, como anfepramona, femproporex e mazindol.laboratorio copiar

A portaria 116, do Ministério do Trabalho e Previdência Social, regulamentou o exame para motoristas empregados, e estabeleceu que ele seria exigido a partir de 2 de março de 2016, no momento da admissão e da demissão do funcionário. A lei 13.103 também prevê que o exame será exigido nas renovações das carteiras de motoristas C, D, e E, o que envolveria também os profissionais autônomos. Mas, essa parte ainda não foi regulamentada. Mesmo assim, está suspensa em São Paulo.

O médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), discorda da exigência deste exame. Para ele, o teste foi incluído na lei  devido ao lobby dos grandes laboratórios interessados em explorar esse mercado. “Sem dúvida, foi o lobby dos laboratórios junto à comissão presidida pelo Marquezelli (que resultou na obrigatoriedade do exame). Ele colocou o Marcelo da Abratox de maneira inesperada na discussão”, afirma o médico.

Alves Júnior se refere à comissão especial criada na Câmara dos Deputados no ano passado para mudar a antiga Lei do Descanso, a lei 12.619. A comissão foi presidida pelo deputado ruralista Nelson Marquezelli (PTB-SP), que convidou o presidente da Associação Brasileira de Laboratórios Toxicológicos (Abratox), Marcello Santos, para defender a obrigatoriedade do exame.

De acordo com o diretor da Abramet, até então, não se falava em teste de larga janela de detecção. A lei anterior estabelecia a necessidade de os caminhoneiros se submeterem a exames toxicológicos, mas não dizia de qual tipo. “Não foi ouvida a Sociedade Brasileira de Toxicologia. Não foi ouvida a Abramet. Deixaram de ser ouvidas muitas autoridades no assunto”, acusa. Em entrevista à Carga Pesada, Marcello Santos negou lobby e disse que o assunto foi “amplamente” discutido.

Para  Dirceu Alves Júnior, a obrigatoriedade do exame vai trazer uma série de transtornos sociais. “Se o exame der positivo, o sujeito vai ser afastado do trabalho por 90 dias. Vai ter de ser encaminhado para auxílio-doença. Se ele é viciado, vai continuar usando a droga após esses 90 dias.Continuará no auxílio-doença. Vai haver custo para o Estadoe para o caminhoneiro. Sem contar que pode haver fraude”, declara. O exame custa R$ 280, segundo a Abratox.

Questionado se o profissional viciado não deve ser afastado da direção, ele responde que sim. “Mas, se usou droga ou tomou sua cachaça no dia de folga, não podemos impedir que ele exerça sua profissão. O que não se pode permitir é que use álcool e droga enquanto estiver dirigindo. E o exame do fio de cabelo não diz quando ele usou”, critica.

O diretor da Abramet defende o exame de saliva, que oferece indícios de que a pessoa está drogada no momento do teste. No entanto, mais do que qualquer tipo de exame, o médico defende a redução do tempo de trabalho dos caminhoneiros para solucionar a questão das drogas nas estradas. “Não adianta resolver o problema na ponta se ele está na base. O indivíduo usa droga na estrada porque tem fadiga, está com sono, com excesso de horas trabalhadas. Porque está sacrificado, numa situação de penosidade. Este é o motivo que faz ele buscar rebite, cocaína e maconha.”

O coronel Marlon Jorge Teza, presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), pensa diferente. Ele defende a obrigatoriedade do exame e diz estranhar a posição da Abramet e do Ministério da Saúde, que também se posicionou contra o teste. Teza diz que o exame de larga janela de detecção já é uma realidade na maioria das corporações de PM do Brasil. “Sou de Santa Catarina e lá nos fazemos desde 2008. Quem entra na Polícia ou no Corpo de Bombeiros tem de fazer o exame”, afirma.

De acordo com ele, existe um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional obrigando todos os policiais brasileiros a se submeterem ao teste. “Será exigido no ingresso do militar, durante a carreira, e em toda promoção”, explica.  Para o coronel, não existe discriminação nesta medida. “O exame serve inclusive para que o profissional tenha oportunidade de se recuperar”, alega. Teza acredita que o uso de drogas por militares e motoristas profissionais é incompatível com suas funções.

O coronel ressalta ainda que, constantemente, há notícias de que os caminhoneiros utilizam substâncias para ficarem acordado. “Se eu tenho uma forma de fazer o controle de tempos em tempos, por que não vou utilizá-la?”, questiona. De acordo com ele, nos Estados Unidos, o exame é utilizado há 27 anos. “A gente fica surpreso quando dizem que cada um tem a liberdade de usar drogas se não estiver dirigindo.  É claro que tem liberdade, mas precisamos fazer o controle nessas profissões que colocam a vida de terceiros em risco”, declara.

Teza defende que todo motorista, profissional ou não, seja submetido ao teste. “Grande parte dos acidentes ocorre porque os motoristas estão sob efeito de álcool ou de outras drogas. O Estado brasileiro tem de exercer os controles possíveis dentro do que a tecnologia atual permite”, ressalta.

Fonte: Site Revista Carga Pesada

 

As 10 estradas mais perigosas do Brasil

As 10 estradas mais perigosas do Brasil

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Infelizmente o nosso país conta com alguns trechos de estradas realmente perigosos, que por sua má estrutura acabam gerando acidentes, mortos e feridos, e ficando conhecido pela população ao redor e pelos caminhoneiros e viajantes como estradas da morte e nomes parecidos. É necessária atenção redobrada quando dirigimos por estes lugares, para saber mais leia este texto que falaremos sobre as 10 estradas mais perigosas do Brasil para caminhoneiros.

Alguns trechos tem o seu número de acidentes dobrado, triplicado e até o quadriplicado devido as más condições das rodovias, curvas perigosas, tráfego intenso, buracos, etc. Estas más condições dificultam a vida de quem trabalha pelas estradas, como os caminhoneiros, que tem que arriscar sua própria segurança diariamente ao passar por esses caminhos com carregamentos de cargas e veículos pesados.

A BR 122 por exemplo tem quase 2 mil quilômetros de extensão e se estende de Fortaleza no Ceará até Marabá na Paraíba, nos primeiros 10 quilômetros dessa rodovia aconteceram o maior número de acidentes graves em rodovias federais no país entre agosto do ano de 2013 e julho de 2014. Ao todo, foram 168 acidentes graves os que aconteceram nesse trecho, o que deixou um horrível saldo de 204 feridos e 9 pessoas que perderam suas vidas, segundo o levantamento feito pela Policia Rodoviária Federal.
Na BR 101 que passa pelos estados do Espírito Santo e também de Santa Catarina, em pelo menos cinco pontos do seu trajeto mais de 50 pessoas perderam a sua vida em acidentes no mesmo período. Esta rodovia é a que mais aparece nos rankings de estradas mais perigosas do Brasil.

No ano passado mais de 8,2 mil pessoas foram vítimas de acidentes graves nas rodovias federais de todo o Brasil, no carnaval o número tende a aumentar ainda mais, no do ano de 2014 foram 155 mortes.

As estradas mais perigosas do Brasil

– BR 222 – Ceará: Esta BR está no ranking das mais perigosas de todo o Brasil e teve no período estudado 168 acidentes graves. Estes acidentes deixaram mais de 200 feridos e um número de 9 vítimas fatais
– BR-101 – Santa Catarina: A estrada foi palco de 130 acidentes graves e viu 139 feridos graves e 6 mortos
– BR 101 – Espírito Santo: Nessa estrada houveram 115 acidentes considerados graves sendo que neles 138 pessoas saíram gravemente feridas e outras 11 pessoas perderam suas vidas
– BR- 316 – Pará: Na BR 316 houveram 90 acidentes graves no período observado, com 94 feridos e 9 pessoas que foram vítimas fatais
– BR 101 – Espírito Santo: Em outro trecho da BR 101 os níveis de acidentes também são altos, os acidentes graves marcaram o número de 89 sendo que 88 pessoas se feriram gravemente e 12 saíram mortos
– BR 262 – Espírito Santo: O estado conta com várias estradas perigosas, neste trecho da BR 262 por exemplo houveram 83 acidentes graves com 93 feridos e 3 mortos
– BR 101 – Santa Catarina: Neste trecho da BR 101 aconteceram 79 acidentes graves com o mesmo número de feridos e 12 pessoas que foram vítimas fatais
– BR 316 – Piauí: Nesta estrada houveram 74 acidentes graves e 76 pessoas feridas, além de 9 mortes
– BR 343 – Piauí: O estado ainda conta com esse outro trecho perigoso, que foi o palco de 73 acidentes com 80 vítimas graves e 6 vítimas fatais
– BR 101 – Espírito Santo: A estrada que mais aparece no índice teve neste trecho 65 acidentes graves com 69 pessoas feridas e 9 mortas.
Vemos que as estradas brasileiras exibem alguns riscos a vida humana, por isso é necessária a total atenção ao dirigir por estes lugares.

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Perfil do Caminhoneiro Brasileiro

Perfil do Caminhoneiro Brasileiro

Analise o perfil do caminhoneiro brasileiro:

Nas estradas brasileiras, durante todos os dias, rodam milhares de caminhoneiros por diversas regiões. No entanto, pouco se conhece sobre a rotina dessa parcela importante do mercado de trabalho. Pensando nisso, nós da Sontra Cargo, principal plataforma que conecta motoristas a cargas, realizamos essa inédita pesquisa “Perfil do Caminhoneiro Brasileiro”. Durante 40 dias (20/08/2015 a 30/09/2015) foram captados os dados de mais de 2.000 profissionais referentes à escolaridade, remuneração, tempo de trabalho, tecnologia e condições familiares através do site: perfildocaminhoneiro.com

Todas as informações encontradas na pesquisa serão de extrema importância para que a plataforma continue pensando em ações que tragam benefícios a todos estes profissionais. “Saber o quanto esse profissional dirige por mês, qual a posição dele na sociedade, como ele é representativo para sua família e as motivações que fizeram ele decidir por esse trabalho, certamente, faz com que o nosso trabalho nesse segmento seja muito mais assertivo e prazeroso. Tudo isso será o diferencial na nossa busca por parcerias e ações que ajudem ainda mais a melhorar o mercado de um modo geral” – Bruno Torres, diretor de marketing responsável pelo desenvolvimento da pesquisa.

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ANTT divulga medidas para isentar pedágio de caminhões que circulam vazios

ANTT divulga medidas para isentar pedágio de caminhões que circulam vazios

Foram divulgadas as medidas que poderão isentar pedágio de caminhões que circulam sem carga, confira!

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Pedágio isento para caminhões vazios. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou no Diário Oficial da União (DOU) as medidas técnicas e operacionais para viabilizar a isenção da cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos de veículos de transporte de carga que circulam vazios.

Segundo a resolução, a condição de veículo vazio poderá ser verificada a partir de avaliação visual, da documentação fiscal associada à viagem, do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) e do peso bruto total do veículo. Essa verificação poderá ser realizada em cabines específicas de pedágio, postos de pesagem ou por meio de fiscalização pela ANTT ou pela autoridade de trânsito com circunscrição sobre a rodovia.

“No prazo de 90 dias, cada concessionária de rodovia regulada pela ANTT deverá apresentar proposta operacional para a verificação da condição de vazio, que poderá prever a aplicação de qualquer das formas estabelecidas”, avisa a agência na resolução.

Fonte: Site Setcesp Online

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